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Seu cliente B2B vai continuar comprando da sua empresa em 2027?
Se a sua empresa está no Simples Nacional e atende outros negócios, você tem uma decisão financeira urgente pela frente.

Se a sua empresa está no Simples Nacional e atende outros negócios, você tem uma decisão financeira urgente pela frente.
A transição da Reforma Tributária traz uma mudança silenciosa que não afeta apenas o seu imposto. Ela afeta a sua competitividade. Com a chegada da CBS e do IBS, as empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido passarão a buscar fornecedores que entreguem o maior volume de crédito tributário possível.
O problema é matemático. Na regra padrão do Simples Nacional, a sua nota fiscal repassará apenas o crédito equivalente ao que você efetivamente pagou de CBS e IBS dentro da guia única. Esse valor costuma ser muito inferior à alíquota cheia do novo regime.
Para o seu cliente, comprar de você pode se tornar mais caro do que comprar de um concorrente que está fora do Simples.
É exatamente para tentar equilibrar esse jogo que surgiu a opção pelo recolhimento apartado, modelo que o mercado apelidou de "Simples Híbrido".
Nesse formato, a empresa decide continuar no Simples Nacional para tributos como o IRPJ, a CSLL e a contribuição patronal, mas retira a CBS e o IBS da guia unificada. Ao fazer isso, a sua empresa passa a recolher esses tributos sobre o consumo pelo regime regular. A grande vantagem comercial é imediata: sua nota fiscal passa a transferir o crédito integral para o seu cliente B2B, protegendo seus contratos.
Porém, toda escolha fiscal esconde um impacto no caixa.
Adotar o modelo híbrido não é uma decisão simples. Para quem essa estratégia realmente faz sentido?
1. Faz sentido se a sua receita depende do mercado B2B
Se o seu faturamento está concentrado em indústrias, atacadistas e prestadores de serviço do Lucro Real ou Presumido, a pressão pela transferência de créditos será real. O modelo híbrido pode ser a única saída para não perder espaço na prateleira ou nas homologações de compras.
2. Não faz sentido se o seu foco é o consumidor final
Se a sua empresa atende pessoas físicas (B2C), o seu cliente não aproveita créditos tributários. Optar pelo modelo híbrido nesse cenário significa apenas aumentar a sua complexidade contábil e, possivelmente, a sua carga tributária, sem nenhum ganho comercial.
3. Exige uma revisão profunda da margem de lucro
Ao recolher a CBS e o IBS por fora do Simples, a sua empresa terá que pagar a alíquota cheia desses tributos sobre o seu faturamento. O impacto financeiro disso precisa ser calculado antes de qualquer alteração de regime. Se o aumento do imposto destruir a sua margem de lucro, manter o contrato com o cliente deixa de ser um bom negócio.
4. O custo operacional muda
O Simples Nacional carrega esse nome pela facilidade de apuração. Ao migrar para o modelo híbrido, a sua empresa entra na lógica de apuração de débitos e créditos. Isso exige organização, notas fiscais precisas, fornecedores qualificados e processos financeiros muito bem definidos. Se a gestão interna for frágil, o risco de autuação aumenta.
O erro mais grave que um empresário pode cometer agora é tomar essa decisão por intuição ou pressão comercial.
Não existe resposta padrão. O que funciona para o seu concorrente pode esgotar o caixa da sua operação. A escolha entre ficar 100% no Simples, adotar o modelo híbrido ou migrar definitivamente para o Lucro Real exige simulação, projeção de DRE e leitura executiva do seu negócio.
Toda transformação exige preparo. Avaliar a estrutura tributária da sua empresa hoje é o que garante a rentabilidade dos seus contratos amanhã. O planejamento adequado evita que o crescimento do seu negócio seja penalizado pela falta de clareza nos números.


